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Agricultor acredita na honestidade das pessoas e monta um ponto de venda sem vendedor…

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Agricultor acredita na honestidade das pessoas e monta um ponto de venda sem vendedor…

Será que deu certo? Confira…

O engenheiro aposentado que se tornou agricultor, Jose Claudio da Silva, montou um ponto para vender as frutas, verduras e legumes orgânicos que cultiva.

Até aí, nenhuma novidade… O inusitado e curioso é que o “Seu Zé Claudio”, como é conhecido na região, deixa a barraca de vendas sozinha, sem nenhum vendedor.

Acreditando na honestidade das pessoas, ele deixou uma caixa para os pagamentos e uma caixa para o comprador pegar o troco.

Vejam o que disse José Claudio para a redação da G1: “A barraca fica sem ninguém lá, porque nesse momento que não tem ninguém lá, eu tenho que estar produzindo para vender”.

Com placas com frases como: “Preciso vender.”, “Eu confio na sua honestidade.”, “Vamos mudar a imagem de que os brasileiros são desonestos.”; e, “Obrigado por ser honesto”, Jose Claudio parece ter conseguido atingir seus objetivos: Todo dia o dinheiro das vendas está lá disponível na sua caixa de pagamentos.

Você pode ver a reportagem da EPTV no site da G1 – segue o link.

 

 

Vale uma reflexão…

Por que motivo nós achamos esta notícia tão interessante e inusitada?

Por que estamos sempre desconfiados e esperando que o outro irá nos enganar.

Estamos habituados a esperar o pior do próximo e, em consequência, sempre agimos na defensiva.

Por que este pensamento recorrente e tão enraizado em nossas atitudes?

Seria o “jeitinho brasileiro” um dos grandes culpados?

Em parte sim, vemos que muitos possuem o principio de tirar vantagem para si próprio em qualquer oportunidade que surgir a sua frente. Furar a fila, parar em lugar proibido, entrar em um evento sem pagar, se tornam motivos de orgulho.

Estufam o peito e proclamam: “Como eu sou esperto!”, ao mesmo tempo em que pensam: “todo o resto é panaca!”.

Não podemos generalizar e escrutinizar o “jeitinho brasileiro”. Ele nos deu uma incrível capacidade de adaptação e criatividade para resolver os problemas com os quais nos deparamos.

Capacidade esta raramente vista em outros povos.

Voltando ao caso do “Seu Zé Claudio”, ele agiu ignorando o “jeitinho brasileiro”.

Ao imaginar “Ninguém vai tirar proveito da situação, vamos acreditar na honestidade das pessoas!”, ele nos possibilitou este belo exemplo de atitude.

Para finalizar cabe aqui uma questão: Você faria o mesmo que o “Seu Zé Claudio”?

Infelizmente, a resposta é mais provável é “Eu não…”.

 

Fonte
Post Barraca sem vendedor comercializa produtos à base da confiança em MG por G1 Sul de Minas no site G1

 

Tags : honestidadevirtude
Rogerio Chinen

O Autor Rogerio Chinen

médico formado na UNIFESP
aficcionado por cinema e tecnologia
interessado em questões filosóficas e sobre o conhecimento humano
idealizador, criador e webmaster do site Espiral de Valor

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