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Design Thinking – uma nova abordagem das empresas em sintonia com os tempos atuais

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Design Thinking – uma nova abordagem das empresas em sintonia com os tempos atuais

Em um mundo em constante mudança como as empresas conseguirão sobreviver? A resposta pode ser muito boa para nós, consumidores.

Antigamente as grandes corporações possuíam um departamento de pesquisa e desenvolvimento, que focava na busca por novos produtos. Assim que algo novo era criado, éramos bombardeados por publicidade para nos convencer da nossa necessidade por aquele novo produto.

As grandes empresas engoliam a concorrência (empresas pequenas), pois eram as que detinham capital para produção em massa (que barateava o custo) e para investir grande parte do seu orçamento em grandes (e caras) campanhas publicitárias.

A mudança ocorria a passos lentos, dificilmente havia mudança nos principais players do mercado. O grande continuava grande e o pequeno não conseguia sobreviver.

Isto favorecia a continuidade do status quo e prejudicava a inovação.

Um caso clássico que faz parte de diversos MBAs de todo mundo é o caso da Kodak. A Kodak foi fundada em 1880, por George Eastman e, registrada como marca em 1888. Em 1900, ela criou sua primeira câmera fotográfica. Ao longo das décadas seguintes foi se consolidando como uma das lideres do mercado de fotografia. Ela produzia as câmeras, os filmes, os produtos químicos para revelação e os papeis para impressão.

Ela estava muito confortável como líder do setor.

Em 1975, o seu departamento de pesquisa e desenvolvimento criou a primeira câmera digital. O medo da mudança e que esta pudesse afetar o seu lucrativo negócio, fez a Kodak permanecer no velho modelo tradicional de filmes analógicos.

Este foi um grande erro. Seus concorrentes começaram a investir e desenvolver produtos digitais, e quando a Kodak resolveu aderir a esta tendência, era tarde demais. Ela nunca mais conseguiu recuperar o prestigio e poder que detinha outrora.

Este é um exemplo que como as grandes empresas devem se inovar constantemente para sobreviverem. O que funcionou nos últimos 50 anos não vai funcionar nos próximos 10 anos.

Ao longo dos anos, o tempo médio de permanência das empresas no S&P 500 tem diminuído progressivamente. Veja o gráfico:

A mudança tem ocorrido de forma cada vez mais rápida.

Nos tempos atuais, o mais rápido devora o mais lento.

Como as empresas podem sobreviver neste mundo de ritmo tão acelerado?

A resposta é o design thinking.

O design thinking é uma metodologia baseada em um tripé composto por empatia, colaboração e experimentação.

As empresas que incorporaram o design thinking (a maioria das start ups trabalham sob esta metodologia) têm o foco nas pessoas e não nos produtos.

Os produtos são desenvolvidos e criados com base na necessidade das pessoas.

Modelo duplo diamante

Ela é composta pelo chamado duplo diamante:

O primeiro diamante é a fase de definição do problema. Ela amplia na empatia (se coloca no lugar do consumidor e identifica os problemas que ele tem) e restringe na definição do problema. O resultado final é a definição correta do problema que queremos resolver para o cliente.

O segundo diamante é a fase de resolução do problema. Ela amplia na ideação (múltiplas ideias de como resolver o problema definido no primeiro diamante) e restringe na prototipação/testes.

Quando uma solução/produto é encontrado, é criado um protótipo que é submetido a testes. Desta forma o produto vai sendo aprimorado e é produzido apenas em sua versão final, gerando economia de tempo e recursos.

Um aspecto importante que vale a pena discutir é a mentalidade que as empresas precisam ter para a incorporação do design thinking.

É inquestionável que toda empresa, hoje em dia, busca por inovação. Mas não é toda empresa que está aberta a fracassos. Isto é uma incongruência.

Para haver inovação temos que mudar nosso posicionamento em relação ao fracasso. Cada fracasso (analisado e corrigido) nos aproxima cada vez mais do sucesso.

Vivemos em uma nova economia, mais ágil, com mais complexidade e com mais incerteza.

A boa noticia é que a saída para as empresas sobreviverem a esta nova realidade é focarem no indivíduo.

Não são mais as empresas que ditam o que o consumidor quer. São os consumidores que ditam o que as empresas produzirão.

O poder está nas mãos do consumidor! Para o leitor do blog Espiral de Valor deve ter percebido que este é um tema recorrente: o poder do indivíduo.

Siga nosso blog para mais questionamentos e reflexões sobre este mundo cada vez mais complexo e imprevisível.

 

Referências:

Post Kodak: como a era digital se voltou contra um de seus criadores no site Terra

 

 

 

Tags : negócios
Rogerio Chinen

O Autor Rogerio Chinen

médico formado na UNIFESP aficcionado por cinema e tecnologia interessado em questões filosóficas e sobre o conhecimento humano idealizador, criador e webmaster do site Espiral de Valor

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