fechar
Divertir, mas inspirarOlhar íntimoSérieSpinSpin in

Resenha Black Mirror – episódio Playtest… Black Mirror questionando os limites para os avanços tecnológicos …

black-mirror-season-3-episode-playtest

Resenha Black Mirror – episódio Playtest… Black Mirror questionando os limites para os avanços tecnológicos …

Continuando com as resenhas desta excepcional série sobre os perigos de diversas facetas da tecnologia em nossas vidas…

Aviso contém spoilers… Caso ainda não tenha assistido a serie sugiro que assista antes de conferir a resenha.

O 2º episodio da 3ª temporada da serie Black Mirror é intitulado Playtest.

Neste episódio o grande tema em questão é a realidade virtual e a fusão da interface tecnológica com o corpo.

É impressionante o avanço tecnológico nas últimas décadas. Estamos exatamente no ponto onde a realidade virtual está começando a ser incorporada em nossa realidade.

O estrondoso sucesso do game Pokemon Go mostrou o potencial deste novo mercado de realidade aumentada e da realidade virtual.

Realidade aumentada vs realidade virtual

Conceitualmente há uma pequena diferença entre as duas: na realidade aumentada,  há uma interação entre o mundo real e o mundo virtual. Isto ocorre no Pokemon Go, ao dar a impressão de os monstrinhos virtuais estarem realmente em nosso mundo.

Já na realidade virtual realidade virtual, o mundo é completamente gerado por computador, e ficamos imersos nele  por meio de interfaces como óculos, luvas e joysticks.

No episódio, acompanhamos a vida de Cooper, que após a morte do pai, resolve viajar o mundo para se reencontrar. A viagem também tinha o objetivo de ele achar forças para estreitar o relacionamento com sua mãe, com a qual nunca teve muita afinidade.

Em determinado momento, ocorre um problema com seu cartão de credito e, ao invés de solicitar ajuda a sua mãe, resolve ser voluntário em um novo jogo revolucionário.

Apesar de ter decidido se reconciliar com sua mãe, ele quer ter esta conversa pessoalmente, e apesar das insistentes ligações da mãe, ele recusa todas as tentativas de contato.

O novo game revolucionário leva a imersão do jogador a um novo nível, um chip é implantado que faz conexões diretas com o cérebro. O computador utiliza as lembranças e medos de Cooper e cria situações de medo e terror adaptadas para sua mente, sem o uso de qualquer interface.

O desfecho é trágico, com Cooper sendo morto por uma interferência causada por uma ligação telefônica.

A interface tecnológica está ficando cada vez menor e portátil. O computador pessoal antigamente ficava sobre uma mesa e era dificilmente transportado, eram os computadores desktops. A seguir, vieram os notebooks e logo em seguida os smartphones.

No momento, a uma grande tendência tecnológica, dos wearables, como os smartwatches.

Há muitos que acreditam que o próximo passo, seja implantes e próteses que ampliem a capacidade fisiológica.

Este episódio é um alerta para este tipo de evolução tecnológica.

Um outro questionamento abordado neste episódio…

Uma outra questão abordada no episódio é a tendência de acharmos que temos todo o tempo do mundo.

Muitas vezes, tomamos decisões importantes na nossa vida, mas adiamos sua execução até que determinada condição seja atingida. Quem disse que teremos este tempo?

A vida é efêmera e uma série de fatalidades podem ocorrer e para que ocorram basta estar vivo.

Vamos fazer um jogo do “e se….”.

Cooper já tinha chegado a conclusão que ele iria se reconciliar com sua mãe. Tudo bem que um acerto cara a cara seria o ideal, mas custava ele ter atendido a ligação recorrente de sua mãe?

Provavelmente se tivesse feito isto ele não teria morrido. Já parou para refletir?

Cooper ao chegar a conclusão que deveria se reconectar com sua mãe, atende ao telefone. Após uma breve conversa, assumem um compromisso de se esforçarem em prol de uma reaproximação  e combinam que, assim que voltar para casa, terão uma agradável conversa.

Cooper inesperadamente constata que há problemas com seu cartão de credito, sem pensar duas vezes, liga para sua mãe e explica o ocorrido. Prontamente, a mãe fica feliz em ajudar seu querido filho e agradece pela oportunidade de se reaproximarem. Cooper volta para os Estados Unidos e, finalmente, cumpre o prometido, procura imediatamente a sua mãe para uma esperada reconciliação. Fim da historia.

Decisões importantes requerem medidas imediatas e determinadas. Não deixe para amanhã pois o amanhã pode não vir.

Enfim, mais uma vez , Black Mirror nos fazendo refletir… Por isto que esta série televisiva virou um dos meus “xodós”.

E para você: que reflexão este episódio provocou?

Tags : comportamento humanosérie
Rogerio Chinen

O Autor Rogerio Chinen

médico formado na UNIFESP
aficcionado por cinema e tecnologia
interessado em questões filosóficas e sobre o conhecimento humano
idealizador, criador e webmaster do site Espiral de Valor

Leave a Response

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE