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Todas as empresas dizem querer inovar

Mas será que realmente todas as empresas estão prontas para inovar?

Talvez uma das palavras mais na moda hoje em dia é “inovação”.

Em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, todas as empresas já perceberam que para sobreviver devem investir e estimular a inovação.

No discurso é tudo muito lindo, mas será que elas estão preparadas para inovar?

Inovar significa arriscar, encontrar novas formas de abordagem, quebrar paradigmas.

Resumindo, inovar significa arriscar.

Ao arriscar aumentamos a possibilidade de fracasso.

“Fracasso… Deus me livre!” – diria qualquer gerente que preza por seu cargo.

A cultura vigente do sucesso e da entrega de resultados torna inadmissível a possibilidade do fracasso.

Vamos tomar como exemplo o modelo de motivação das grandes empresas atualmente: o plano de metas.

Os colaboradores são estimulados a superar metas, ou seja, entregar resultados, para assim, serem agraciados com pomposos bônus.

Muitas vezes, as metas impostas são de difícil execução, mas tangíveis.

Frequentemente, para os colaboradores baterem as metas, basta intensificar os métodos tradicionais.

Na teoria, a empresa cobra inovação, mas na prática ela prega a manutenção do status quo.

Uma abordagem que estimularia a inovação seria a imposição de metas “impossíveis”. “Impossível” está colocado entre aspas pois ela não é realmente impossível, ela é impossível com os métodos tradicionais.

Estas metas somente se tornariam possíveis, fugindo da abordagem tradicional, criando novas e criativas formas de ação, ou seja, inovando.

Voltando a questão inicial… Será que realmente todas as empresas estão prontas para inovar?

As empresas estão preparadas para a possibilidade de fracasso?

Os colaboradores estão dispostos a abrir mão dos bônus uma vez que este se tornaria mais difícil de obter? Isto teria um impacto na satisfação do colaborador?

Acredito que a inovação é realmente uma característica imprescindível para a sobrevivência das grandes empresas nos dias de hoje.

Muitas já perceberam isto e a inovação já foi incorporada no discurso da grande maioria delas.

Mas ainda falta assumir que aceitar e estimular a inovação implica em aceitar a possibilidade do fracasso.

 

Tags : inovação
Rogerio Chinen

O Autor Rogerio Chinen

médico formado na UNIFESP
aficcionado por cinema e tecnologia
interessado em questões filosóficas e sobre o conhecimento humano
idealizador, criador e webmaster do site Espiral de Valor

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